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8, Outubro, 2009

Comprei um smartphone. Mudou minha vida. Não sei se para melhor ou para pior, mas mudou. Definitivamente, muito prático.
Preciso de mais um tempo para me acostumar, mas eu acho que gostei.
Isso também envolveu mudar de operadora. Saí da Claro e fui para a Oi. Aliás, todas tem nomes idiotas. Enfim. Preciso de mais tempo para o veredicto.

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A noite que eu fiquei lado-a-lado com Felipe Dylon.

4, Outubro, 2009

São Paulo. Quinta-feira. 18h30. Final de expediente de uma agência de publicidade. O estagiário, com relativo desânimo para ir à faculdade, já terminou o que havia para fazer e conta os minutos para ir embora. Espera que o trânsito não esteja muito ruim para tomar uma cerveja antes da aula. Afinal, a grande vantagem de se estudar a noite é que beber antes da aula não é alcoolismo: é happy hour. O celular toca e traz oferta irrecusável.

O estagiário sou eu. A oferta é um convite para o VMB, maior (ou não) premiação da música brasileira.

Saio do trabalho e busco o convite, que está em outra agência de publicidade, na mesma avenida movimentada. Mundo pequeno. Nunca vi um elevador tão complexo quanto o daquele prédio. Botões como em um telefone. Digita-se o andar. Até aí, ok. O problema é para descer, que número representa o térreo? Vou parar no sexto andar. O desespero bate. Mentira. Mas descubro que no transporte vertical zero também significa térreo.

O evento deu-se em uma conhecida casa de shows da cidade. Que fica longe pra caralho. Foi necessário pegar a Marginal Pinheiros. Na hora do rush. Este que vos escreve costuma pilotar uma motocicleta antiga e pequena, que tem menos potência que um senhor de 90 anos. Uma experiência ímpar, sem dúvida. Emoções à flor da pele.

Chego no recinto vivo, inteiro e com uma quantidade de adrenalina suficiente para me livrar de uma overdose de heroína no. Descubro que assistirei ao evento sozinho. Não vejo problemas.

Adentro.

Vejo duas coisas que mudaram minha vida para sempre:

1) a negra mais bonita da história.

2) isso.

Nada mais importava.

Mentira.

O evento transcorreu suavemente. Eu aguardava ansiosamente o final. Veio. Franz Ferdinand pela segunda vez na vida. Chorei (mentira). Na saída, esperando a pessoa que me deu o ingresso em troca de carona, ouço outra proposta. Não só irrecusável: aleatória.

- Quer ir na festa? ACEITO.

Lá, ninguém menos que Alex Kapranos me espera. E pede para tirar uma foto comigo. Mentira, eu que peço. Mas dá na mesma. Definitivamente, uma boa noite.

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Religião, amor e paixão.

15, Setembro, 2009

Meu maior amor, amor completamente incondional. Minha maior paixão, minha religião e meu melhor amigo.

Meu maior prazer e a única certeza da minha vida.

Quem melhor me entende. Quem sempre me aceita, apesar de qualquer coisa está lá me esperando e nunca vai me abandonar. E eu nunca vou abandonar.

Me traz as maiores tristezas, as maiores dores, o sofrimento mais amargo. Mas me traz as maiores alegrias, a mais doce, sincera e deliciosa felicidade e faz tudo, absolutamente tudo, valer a pena.